Reviver é dos melhores verbos que existe.
Ontem, eu revivi. Na Comemoração dos 20 anos de um clube de teatro do qual já fiz parte, revivi inúmeros momentos.
Mas além das memórias, vi e ouvi coisas que me inspiram.
Uma dessas ocasiões foi quando subiu ao palco uma dupla incrível que retratou uma das minhas cenas favoritas de "Momo" de Michael Ende. Esta obra adaptada ao pequeno palco da minha antiga escola, apesar de um pouco triste, transmite-me, sempre que a ouço, tantos bons valores...
Beppo, o varredor, interpretado pelo Nuno Sousa (a quem dou os parabéns pois apesar das adversidades brilhou no palco, assim como a fantástica Joana Tam e a minha querida Inês) ensina que não devemos olhar a totalidade da estrada a percorrer mas sim, a encarar passo a passo, varredela a varredela.
E apoiando-me nestas palavras, que seria de mim se pensasse na minha vida como um todo e não aproveitasse cada momento que se vai passando? Um desastre. Mas em muitos casos é o que acontece, iludimos-nos, sonhamos... e nem sequer temos a racionalidade de viver o agora e de pensar que talvez o que nos está a acontecer - atualmente- tem sim uma importância imensa e merece um olhar muito menos superficial.
Pé-ante-pé, até o próprio nome deste grupo, desta família, destes amigos que uma vez por semana lá se iam juntando para que as cortinas se abrissem, demonstra que passo a passo chegamos aonde queremos. E em 20 anos, mais do que a minha própria existência, a Escola Secundária da Maia deve orgulhar-se de ter tido o teatro a entrar-lhe pelas salas a dentro e percorrer-lhe os corredores.
Já tinha saudades.
Mas a vida continua! E na nossa peça de teatro devemos ser sempre os protagonistas!
Claro que, para os menos corajosos, o papel de figurante está sempre à disposição. Mas para quê ficar a assistir ao desenrolar dos anos, da nossa própria vida, sem que o coração mande alguma coisa ? ...
Para quê esperar que um vilão te destrua um final feliz?
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