segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

seiscentose(tal)quatro


Assim que o pé pousa no chão, os olhos percorrem toda a área em busca de um lugar livre.
Mas o "livre" torna-se sinónimo de apropriado.

Estritos segundos chegam e sobram para uma análise detalhada de cada passageiro e lugar respetivo, permitindo-nos avaliar onde estaríamos bem encaixados.

O olfato e a visão apuram-se, indiscutivelmente.

O ser humano é mesmo critico. O ser humano é discriminatório da raiz dos cabelos à ponta das unhas dos pés, e em 2 ou 3 segundos acha que tudo o que vê não é adequado ou melhor dizendo DIGNO de estar do seu lado.

Transportes públicos, os míticos locais onde um idoso pode falar alto para o compadre do lado, onde as criaturas na casa dos 15/16 se apoderam dos lugares prioritários e onde os lugares de trás são exclusivamente para os jovens que curiosamente só apanham os M(atinais).

Não esquecendo aqueles que querem sem dúvida incutir o seu gosto musical a todos os circundantes. Paga-se o passe mensalmente e um concerto proveniente de auriculares pretos enrodilhados é o extra. Interessante.