segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Dama de copas

Não sei se somos o sujeito ou se fazemos mais o papel de complemento.

Apresentam-nos propostas, dão-nos um prazo minimamente aceitável para decidirmos. E cabe ao nosso espírito encontrar os prós e contras. Depois sim, vem a escolha.

Mas não será ingrato? Colocarem-nos à frente duas ou três opções e obrigatoriamente nos cingirmos a elas?
Porque não inventarmos uma, só nossa, que mais ninguém se tenha lembrado? 
É caricato, por muito que a nossa invenção seja boa, nunca deixará de ser mirabolante, porque já anteriormente as cartas estavam em cima da mesa e como não se joga com o joker...

Tal e qual como no baralho de cartas, comparamos a nossa situação à hierarquia. Nós somos os duques perante um bando de Valetes e Reis. E senão decidirmos? Ficamos de fora. 
Afinal ainda há mais umas dezenas de números e o valente Ás para se jogar.